Viva Cazuza

E aí, pessoal.

Ontem assisti ao musical do Cazuza. Um belíssimo espetáculo com elenco e banda afiados e uma interpretação primorosa, quase que mediúnica, do ator Emílio Dantas fazendo o personagem título. Por várias vezes, durante a apresentação, tive a real impressão de estar cara a cara com o Exagerado.

A peça se divide em duas partes, a primeira conta sobre o começo da vida artística, entrada e sucesso no Barão Vermelho com todas as loucuras e curtições da estrada, até a sua saída da banda. A segunda começa retratando os primeiros sintomas da AIDS, sucesso total na carreira solo, todo o seu esforço junto aos pais enfrentando a doença, até a sua morte.

Destaque também para os atores Susana Ribeiro no papel de Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, e André Dias, fazendo o debochado e impagável produtor Ezequiel Neves.

É impressionante pensar no pouco tempo de carreira que Cazuza teve e na quantidade de músicas que ele nos deixou. Um verdadeiro legado. Disparado, um dos melhores letristas do Rock Brasil e da MPB.

Uma das minhas grandes influências provando sempre que dá para fazer rock n’ roll em português na maior categoria.

Viva Cazuza